Márcia Fernandes
Professora de Língua Portuguesa e Literatura
O Dia de São Damião de Molokai celebra-se a 10 de maio e homenageia um dos missionários mais admirados da história da Igreja Católica pela sua dedicação aos doentes e excluídos da sociedade.
Conhecido também como Padre Damião, São Damião de Molokai tornou-se símbolo de compaixão, coragem e entrega ao próximo.
Quem foi São Damião de Molokai?
São Damião nasceu na Bélgica, em 1840, com o nome de Jozef de Veuster. Ainda jovem, entrou para a Congregação dos Sagrados Corações e mais tarde partiu em missão para o Havai.
Na época, a lepra (atualmente conhecida como doença de Hansen) era muito temida, levando ao isolamento forçado dos doentes na ilha de Molokai.

A missão na “ilha dos leprosos”
Em 1873, Padre Damião ofereceu-se voluntariamente para viver entre os doentes de Molokai. Tornou-se o primeiro missionário a integrar verdadeiramente aquela comunidade, tratando os doentes com dignidade e humanidade.
O missionário procurava melhorar as condições de vida dos habitantes da ilha, combatendo o abandono e o preconceito.
“Nós, os leprosos”
Uma das atitudes que mais marcou a vida de São Damião foi a forma como tratava os doentes de igual para igual. Nos seus discursos, passou a dizer “nós, os leprosos”, demonstrando total identificação e solidariedade com as pessoas que acompanhava.
Após anos de convivência e cuidados prestados à comunidade, acabou também por contrair a doença.
Canonização e legado
São Damião faleceu em Molokai, em 1889, aos 49 anos. O seu exemplo de dedicação tornou-se conhecido em todo o mundo.
Foi:
beatificado em 1995 pelo Papa João Paulo II;
canonizado em 2009 pelo Papa Bento XVI.
Professora, produz conteúdos educativos desde 2015. Licenciada em Letras pela Universidade Católica de Santos (habilitação para Ensino Fundamental II e Ensino Médio) e formada no Curso de Magistério (habilitação para Educação Infantil e Ensino Fundamental I).